10 Dicas de Usabilidade (UX) de Steve Krug
Você que está começando a estudar sobre usabilidade (UX), o livro de Steve Krug (Don’t make me think)…
Escrito por Mauricio Shinmi
Flat Design (“design plano”) é o estilo visual que abandona os efeitos que simulam três dimensões (sombras pesadas, degradês, relevos) em favor de interfaces limpas, com cores chapadas, bons contrastes e foco total no conteúdo e na usabilidade. Nasceu como reação à poluição visual, explodiu com o Windows 8 e o iOS 7, e evoluiu tanto que hoje é a linguagem-padrão de praticamente toda a web.
No mundo de tecnologia, design, UX e arquitetura de informação, muito se fala em Flat Design, mas você sabe o que é? De onde vem? Se você não sabe a resposta, vou tentar resumi-la em alguns parágrafos, pois a história é bemmmmm longa.
Uma nota antes de começar: escrevi este post em 2014, quando o flat ainda era “a novidade”. Ele virou um dos conteúdos mais lidos da história do blog, e em vez de apagar o passado, resolvi fazer melhor: mantive o texto original e adicionei o que só 12 anos de história poderiam contar, incluindo as respostas para duas perguntas que vocês deixaram nos comentários lá em 2014. Boa leitura!
É fato que vivemos em um mundo repleto de poluição visual, e isso tudo devido às estratégias desesperadas que as empresas acharam para chamar atenção de seus possíveis clientes. E digo isso em todos os lugares, tanto na internet como fora dela: são vários anúncios e sites coloridos, piscando e querendo chamar a atenção dos olhos do seu público.
Pensando nisso o Flat Design, que significa “Design Plano“, surgiu. A principal característica do design “flat” é ser clean, sem muitos efeitos e sem tudo que possa poluir e causar interferência visual. (O Flat pode ser aplicado em qualquer layout).
É isso mesmo, o famoso “MENOS é MAIS”. A simplicidade se tornou uma evolução no design visual, que vem se modernizando com a simplificação de informações e elementos estéticos.
Todo aquele conceito antigo onde ter uma interface atraente exigia milhares de layers de efeitos e degradês acabou, pois o Flat Design é exatamente o contrário disso.
Quando você reduz o seu layout ao essencial, você valoriza o conteúdo, criando uma interface mais atraente e sofisticada.
Ou seja…
A ideia do Flat é não utilizar elementos que simulem a tridimensionalidade nas interfaces, mantendo SEMPRE a simplicidade e privilegiando a informação. Com isso, os elementos se tornam mais minimalistas, com cores chapadas e bons contrastes.
Dããããããã!!!! ;p SIM, é claro que era uma tendência! Foi assim que eu respondi em 2014, e olha que naquela época o flat já vinha sendo trabalhado por várias empresas havia anos. Com a popularização do termo “usabilidade” de Jakob Nielsen, o design centrado no usuário se tornou um grande diferencial para as empresas, tudo baseado em pesquisas e resultados.
Um FIM à poluição visual!! \o/ \o/ \o/ \o/
O fator que deu o BOOM na tendência foi o lançamento do Windows 8, com sua interface de blocos chapados (o vídeo de lançamento virou peça de museu, vale assistir). Na sequência, o iOS 7 da Apple aposentou o skeuomorfismo (aqueles ícones que imitavam couro, papel e vidro), e o Google achatou o próprio logo. As imagens abaixo, que publiquei em 2014, hoje são relíquias históricas deste post:
Doze anos depois, dá para contar a história completa, e ela é boa:
| Ano | Capítulo da história do Flat |
|---|---|
| 2006-2012 | A Microsoft gesta a linguagem “Metro” (Zune, Windows Phone) e o Windows 8 dá o BOOM mundial |
| 2013 | O iOS 7 mata o skeuomorfismo e converte a Apple ao flat |
| 2014 | O Google lança o Material Design: flat com camadas e sombras sutis (e este post é publicado 😉) |
| 2017-2019 | O “Flat 2.0” (ou semi-flat) vira o padrão: base chapada + profundidade sutil para indicar o que é clicável |
| 2020 | O neumorfismo tenta trazer o relevo de volta, faz barulho no Dribbble e esbarra na acessibilidade |
| 2021-2024 | O glassmorphism (efeito de vidro fosco) vira o tempero da vez sobre bases flat |
| 2025-2026 | A Apple lança o Liquid Glass, materialidade translúcida sobre estruturas que continuam… planas |
Em 2014, o leitor Paulo perguntou aqui nos comentários: “Acha que o flat design vai sair de moda nos próximos anos ou veio para ficar?”. Paulo, demorou, mas chegou a hora de responder com dados em vez de bola de cristal: o flat não saiu de moda porque deixou de ser moda. Ele virou o idioma.
Olhe ao redor: os sites, apps e sistemas que você usa todos os dias são estruturalmente flat: cores chapadas, tipografia forte, ícones planos, foco no conteúdo. O que mudou foram os sotaques por cima da base: o Material Design colocou sombras funcionais, o Flat 2.0 devolveu profundidade sutil onde a usabilidade pedia, o neumorfismo veio e passou, e o vidro translúcido do glassmorphism (agora refinado no Liquid Glass da Apple) é o acabamento da vez. Todos são camadas sobre o mesmo alicerce plano que este post explicava em 2014.
E tem um motivo extra que em 2014 eu nem imaginava: flat é leve, e leveza virou ranking. Interfaces planas carregam mais rápido, e velocidade hoje é fator de experiência e de Google (os tais Core Web Vitals). O estilo que nasceu por estética sobreviveu por engenharia.
Outro comentário de 2014 merecia resposta: “quer saber se o flat é bom também na vida real? pergunte a um cego”. A provocação era ácida, mas tinha um fundo legítimo, e o mercado aprendeu essa lição na prática.
O flat “radical” dos primeiros anos exagerou na limpeza: botões que não pareciam botões, links sem sublinhado, contrastes fracos demais. Isso criou problemas reais de affordance (a capacidade de um elemento comunicar que é clicável) e de acessibilidade. A correção veio justamente com o Flat 2.0: profundidade sutil onde orienta, contrastes seguindo as diretrizes WCAG e, no Brasil, a norma NBR 17225 de acessibilidade digital elevando o padrão. O bom flat de 2026 é simples e acessível, inclusive para quem usa leitores de tela, e se não for os dois, não é bom design, é só decoração minimalista.
Algumas pessoas acham que elementos simples e minimalistas deixam o layout pobre, e assim vários designers acabam criando infinitos efeitos, cores e imagens para “encher” os olhos de seus clientes.
O que você precisa fazer é simplesmente mostrar que o sucesso do projeto são os resultados! Não adianta deixar um carnaval no layout, escondendo as informações, fazendo seu cliente em potencial ter que procurar o que interessa, causando má impressão e frustração. 🙁
E se em 2014 esse argumento era filosófico, hoje ele é mensurável: interface limpa converte mais, carrega mais rápido e ranqueia melhor. É a régua que usamos nos projetos de UX/UI e de criação de sites personalizados aqui na Oxigenweb: o design se prova nos números, não na quantidade de efeitos.
NÃOOOOOOO! O design flat baseado em usabilidade não é fácil e exige um estudo atencioso das informações, cores, tipografia e elementos visuais.
Isso eu escrevi em 2014 e assino de novo em 2026, com um adendo: hoje a régua é ainda mais alta, porque além de bonito e simples, o design precisa ser acessível, performático e coerente em dezenas de tamanhos de tela. Simplicidade dá trabalho. Sempre deu. 😉
Alguma dúvida sobre Flat Design? Comenta aqui embaixo, e como você viu, por aqui comentário de leitor pode levar 12 anos, mas é respondido no capricho. 🙂
Flat Design (“design plano”) é o estilo visual que elimina os efeitos que simulam três dimensões, como sombras pesadas, degradês e relevos, em favor de interfaces limpas com cores chapadas, tipografia forte, bons contrastes e foco no conteúdo. Nasceu como reação à poluição visual das interfaces e se popularizou a partir de 2012, com o Windows 8 e o iOS 7.
As principais características do Flat Design são: elementos bidimensionais (sem relevos ou texturas realistas), cores sólidas e chapadas, tipografia como protagonista, ícones simplificados, espaços em branco generosos e hierarquia visual clara, tudo a serviço da usabilidade e da informação.
Não: ele deixou de ser tendência para virar a linguagem-padrão das interfaces digitais. As variações que surgiram depois (Material Design, Flat 2.0, neumorfismo, glassmorphism e o Liquid Glass da Apple) são camadas e acabamentos aplicados sobre a mesma base plana. A estrutura flat segue dominante também por razões técnicas: interfaces leves carregam mais rápido e performam melhor.
O Material Design, criado pelo Google em 2014, é uma evolução do flat: mantém a base plana e minimalista, mas adiciona camadas, sombras sutis e animações com física realista para indicar hierarquia e interatividade. Na prática, é flat com profundidade funcional, uma das correções que tornaram o estilo mais usável.
Ajuda indiretamente, e muito: interfaces flat usam menos imagens pesadas e efeitos, resultando em páginas mais leves e rápidas, o que melhora os Core Web Vitals, a experiência do usuário e o desempenho na busca. Design limpo também facilita a leitura do conteúdo por usuários e por mecanismos de busca e IAs.
Mauricio Shinmi
Com 17 anos de experiência na área de marketing digital e SEO, está na lista dos 50 maiores especialistas de Wordpress do Brasil, faz parte do conselho de tecnologia e inovação de Presidente Prudente - SP, certificado 8'Ps, UX, Google Sales e sócio fundador da Oxigenweb.
Deixe seu comentário