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5 dicas rápidas para um design de interface livre de erros

Antonio Freitas

 

A associação da palavra design à parte estética é algo muito comum, entretanto isso não quer dizer que design seja apenas isso.

Será que tudo que é realmente bonito funciona do jeito certo? Esse é ponto que devemos ter sempre em mente, que é não pensar apenas na questão estética, mas pensar além disso, no fator funcional! Podemos resumir que design é tudo que torna significante o uso de algo para uma determinada função.

Aplicando esse conceito especificamente em interfaces de usuário (UI), é necessário estar atento ao olhar do usuário, pois estamos construindo uma ponte na comunicação entre uma pessoa e um ambiente virtual.

Pense em uma pessoa gentil e atenciosa, talvez um garçom ou vendedor dizendo: – Posso ajudar em algo?… É assim que a sua interface deve se comportar em relação ao seu usuário.

Mas na prática, o que isso quer dizer? Deve-se pensar em uma UI livre de erros para que isso não gere insegurança para o usuário, deixando evidente quais serão os resultados de suas ações para garantir que todas as suas decisões na interface sejam realizadas de forma eficiente. Basicamente fazer com que a navegação não precise de um manual de instruções.

Pensando nisso Jakob Nielsen, cientista da computação, criou as heurísticas capazes de ajudar no projeto de uma interface para que se tenha uma boa experiência de uso.

 

A seguir vamos resumir cinco delas.

1. Visibilidade do Status do Sistema
Nome grande? Relaxa, é o primeiro da lista e bem simples de compreender.
Somos muito dependentes de um de nossos sentidos, que muita gente considera como o principal: A visão! seja ela em um ambiente físico ou virtual é um sentido extremamente importante para compreensão de mundo, porém no ambiente físico temos os outros sentidos que nos dizem tudo o que está acontecendo, mas quando se trata de um sistema, software ou interface não é bem assim que a coisa funciona.

Em um ambiente digital nossa dependência da visão é maior ainda, e por isso é importante que a UI forneça ao usuário a posição de status em relação ao sistema, informando sobre qual ambiente estava antes de sua decisão, e para quais ambientes poderá ser redirecionado a partir da sua localização atual.

Um bom exemplo é a playlist do spotify, que nos indica na cor verde a música que estamos ouvindo, sendo facilmente visível quais serão as próximas músicas e também as anteriores caso a decisão seja voltar.



2. Integração entre o sistema e o mundo real

Vamos fazer uma analogia entre duas pessoas que falam idiomas diferentes como no caso de um brasileiro e um russo, ao iniciar uma conversa seria muito complicado de entender o que um pode estar dizendo ao outro.

Quero dizer com essa analogia, que todo tipo de sistema precisa conversar no mesmo idioma com seu usuário, aquela linguagem que se utiliza no dia a dia de fácil interpretação.

Um fator primordial para a integração entre o sistema e o mundo real são os símbolos que podem ser utilizados dentro da interface. Pode parecer irrelevante porém a escolha correta pode prejudicar muito ou facilitar a compreensão de todas as informações.

Este ícone representa muito bem algo que estamos familiarizados no cotidiano, principalmente se tratando de um escritório ou estudos:



3. Liberdade e controle para o usuário

Vamos retratar aqui um drama comum: Você já deve ter apagado por engano um arquivo do seu computador ou um e-mail de assunto importante. Qual foi a sua reação? Provavelmente entrou em desespero, mas depois de ir até a lixeira se sentiu aliviado ao encontrar o mesmo arquivo são e salvo.

É frequente cometer erros em uma interface, por isso é importante que os sistemas apresentem opções como a lixeira para que o usuário se sinta seguro de que ao cometer erros simples seja possível revertê-los. O famoso atalho “ctrl+z” deve ser dado ao usuário, não importa qual seja a interface:



4. Consistência e Padronização

Essa é uma das mais importantes heurísticas, que por mais simples que seja de entender como funciona, é muito comum encontrar interfaces com ela sendo mal aplicada, que por sua vez se tornam mal construídas.

Uma vez que o usuário entende como funciona o contexto de um padrão se torna fácil a adaptação para interagir com diferentes telas, isso garante que não seja necessário o entendimento de vários padrões que podem ocasionar certa frustração na utilização, e também facilita para o designer replica-lo em outros contextos.

Além de tudo respeitar e aplicar essa heurística faz com que a experiência do usuário se torne mais imersiva, pois, a sensação de não estar perdido se torna mais agradável e confiável.

Isso resume bem o motivo pelo qual muitos usuários não interagem corretamente com uma interface ou desistem facilmente de seu uso, pela sensação da falta de consistência e padronização.

Um bom exemplo de consistência e padronização é o Google Material Design, criado para a mesma identidade da interface se ajustar em tamanhos de telas diferentes.



5. Prevenir erros

Dois erros muito comuns que usuários cometem: O deslize e o engano. Parecem iguais, mas existe uma diferença sutil. Deslize é quando você pensa ou pretende fazer uma coisa, mas sem querer acaba fazendo outra. Esse erro é comum nos usuários pela imersão as vezes ser baixa, a falta de foco é o maior fator do erro, já por sua vez o engano acontece quando uma informação é entendida de outra forma.

A melhor forma de combater esses deslizes e enganos é prevenindo os erros, mesmo que o usuário não os cometa. Caixas de confirmação, daquelas que aparecem quando vamos deletar algum arquivo, ou até mesmo quando o computador nos pergunta sobre a certeza de abrir algum arquivo, são bons exemplos de como evitar erros. Outro bom exemplo é a busca do Google que corrige erros de forma muito inteligente, pois, no mesmo momento que começamos a escrever a nossa busca ele já nos dá algumas sugestões, mesmo escrevendo a palavra de forma errada, e o melhor de tudo é que se mesmo assim o usuário escrever a palavra de forma errada ele corrige a ortografia posteriormente.

Sugestões da palavra:

Correção da ortografia:

Essas são as 5 primeiras heurísticas de Nielsen que nos ajudam a construir melhor as interfaces deixando-as livre de erros.

Gostou do artigo? Fica ligado aqui nas matérias da Oxigenweb que logo tem a parte 2 desse assunto com outras 5 heurísticas.

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Antonio Freitas

Publicitário, Web Designer com os dois pés e a cabeça em User Experience. Um jovem que admira e sintetiza a tecnologia, pois acredita que seu uso com criatividade pode melhorar a vida das pessoas.

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